TRADUTOR

quinta-feira, 18 de abril de 2019

TIREM JESUS DA CRUZ




Gente por que tanta seriedade,
tanto silêncio parecendo mortandade,
lá na igreja todos olhavam fixamente,
o Jesus crucificado.

Até Dete se aquietou,
as outras crianças também,
e eu tão triste fiquei,
até que para o centro do altar olhei.

Então sem querer,
um sorrisão se abriu,
tudo azul ficou,
e a alegria me invadiu.

Mamãe logo notou,
comigo ela ralhou,
papai vermelhão ficou,
sinal que vergonha sentiu.

Rapidinho dali me tiraram,
a Dete nada entendeu,
para casa um pulo foi,
mamãe dizendo que desrespeitei.

Então eu disse assim,
a culpa é dos adultos,
que ficam chorando,
a morte de quem não morreu.

Jesus também engraçado achou,
pra mim ele sorriu,
bem lá no centro do altar,
dizendo vivo eu estou.

Então fiquei bem feliz,
vocês continuaram chorando,
para aquela cruz olhando,
nem festa pra ELE fizeram.

Melhor tirar aquela cruz,
não é por ela que quer ser lembrado,
ELE quer ser festejado,
todos os dias amado,
ficando muito agradecido,
quando dão esse amor,
de presente para todo mundo.

Assim aconteceu, eu ia fazer seis anos,
diziam que até aos sete anos todos somos
anjos, por isso eles acreditaram e mamãe
muitos beijinhos me deu.
Na igreja Jesus continua na cruz,
mas por favor tira Ele da cruz dentro
do seu coração Ele vai ficar feliz.

DIDI

18-04-2019

sexta-feira, 12 de abril de 2019

BIRRA SERÁ APENAS MALCRIAÇÃO




Bom dia criançada! Hoje a historinha fala de você, que é pequenino e marrento. Fazer birra é sua forma de ganhar papai e mamãe ou uma pequenina vingança.

Ernestinho era o filho da tia Alzira que passava de carrinho de mão vendendo verduras e legumes.
A tia trabalhava muito, muito mesmo. Andava pelo bairro todo vendendo, vendendo, começava cedinho logo às sete da manhã já saía, tinha dois meninos, Júlio e Ernesto, um com nove anos que tomava conta de Ernesto com seis anos enquanto mãe trabalhava. Ia para escola de tarde, estava no segundo ano, já Ernestinho ficava com a mãe a tarde ´para o irmão estudar.

Mas a tarde tia Alzira não saia para vender, mas era sozinha para cuidar dos dois, as vendas não lhe rendiam muito, a tarde ia exatamente ajudar na pequena horta de seu Akiro, chegava até uma da tarde e ficava até as seis. Seu Akiro servia às quatro horas todo dia um café com leite e pão para ela e para Ernestinho.

Ernestinho fazia birra para tudo que queria e não podia, um dia começou a chutar pedras com o calçado velho que usava, o calçado acabou abrindo um buraco. Passou a ir de chinelos, seu Akiro reparando arranjou um par de calçados que não servia mais em seu filho, não era novo, mas era melhor que o outro que o menino usava. O frio se aproximava e tia Alzira agradeceu muito.

Mas Ernestinho, apesar da mãe com ele ter conversado e explicado que não teria dinheiro para comprar calçado novo e por isso não chutasse mais pedras, continuou a fazer a mesma coisa cada vez que não podia fazer algo. A mãe e seu Akiro notaram, a ponta do calçado do pé direito já estava bem gasto e marcado. Desta vez seu Akiro o chamou para conversar e explicou das dificuldades que a mãe enfrentava. Ele jamais respondia, abaixava a cabeça e a balançava concordando.

De nada adiantou, estava frio e queria entrar no rio que passava aos fundos da horta, a mãe não deixou afinal o inverno já chegara e ela também não teria tempo de tomar conta dele. Ele chorou, bateu o pé no chão, mas a mãe não arredou pé, não é não.

Saiu correndo, a mãe correu atrás de medo que fosse para o rio, ele parou de repente e quando a mãe chegou perto chutou com toda força uma pedra grande e pontiaguda. Não deu outra, o sangue jorrava, a pedra rasgara o calçado e o dedão, pior que rasgara o dedão pegando um vaso que por ali devia passar.

Seu Akiro se aproximou, pegou-o no colo, levou para dentro da casa, sua esposa limpou o ferimento e Ernestinho gritava da dor causada pelo álcool, mas quando olhou seu Akiro estava com uma agulha que ele esterelizara, uma agulha bem fininha é verdade, passou uma linha por ela e com a anuência de tia Alzira costurou, poucos pontos uns quatro. Alzira nada falou ao menino, seu Akiro falou para ela deixar o filho ali, porque senão ela não poderia ir trabalhar ali nos próximos dias, a esposa de seu Akiro concordou e já foi arrumando um cantinho pro menino ficar.

Passaram-se os dias e por fim tiraram os pontos do dedão de Ernestinho. Então seu Akiro e sua mãe o levaram até a horta, seu Akiro o ensinou a arrancar os matinhos que nasciam e depois tinha que separar os legumes por tipo em cima de uma grande mesa. Seu Akiro disse:

_ Você vai trabalhar duas ou três horas por dia, até pagar o calçado novo que vou te comprar. Você fez por birra para afrontar sua mãe, foi por maldade. Para mim esteja certo foi o seu anjo da guarda que lhe deu a lição, pois ele protege e ensina. Se o seu anjo quer que você aprenda eu vou ajudá-lo.

Pois Ernestinho trabalhou por dois meses, quando seu Akiro disse que não precisava mais trabalhar, Ernestinho respondeu:

_ Não quero parar, por favor, eu gosto de trabalhar, sempre ou o senhor ou mamãe conversam comigo e quando acaba a conversa continuou pertinho de vocês. Depois tomo o lanche da tarde e estou tão cansado que durmo e acordo na hora de ir embora.

Seu Akiro riu, mamãe também, o seu pequeno só queria atenção, só queria participar.

Espero que mais ninguém fique parado, sozinho precisando fazer birra e malcriação para chamar a atenção dos adultos.

Eu falei que era para as crianças, mas não disse o tamanho e idade destas crianças. Falei?

Didi
12-04-19


quinta-feira, 4 de abril de 2019

CRIANÇA SONHA


imagem aqui:BAU DOS SONHOS

                                                                                   


Chega de tristeza,
hoje vou contar,
os sonhos de criança,
é preciso respeitar.


Criança sonha,
com tudo que a encanta,
bobagem não é não,
está em seu coração.


Sonha em ser herói,
igual da televisão,
vai o mundo salvar,
a maldade vai acabar.


Sonha com a boneca,
que  é tão bela,
mas na hora de nanar,
a boneca de pano é que vai embalar.


Sonha em um dia,
a mamãe tempo ter,
de com ela brincar,
certamente ela sorrir irá ver.


Sonha com o papai,
que em seu colo a vai embalar,
cantando canções de ninar,
de princesinha a vai chamar.


Tão fácil a criança ser feliz,
só quer um momento seu,
para se sentir amada,
para se sentir segura.


Papais e mamães deveriam sonhar,
sonhos simples embalar,
pois nesta simplicidade,
a felicidade vai morar.




Eu fui feliz, o amor sentia,
sonhar podia, também meus sonhos contar,
papai e mamãe prestavam atenção,
junto comigo viajavam.

Todos os papais e mamães deveriam ler,
na frente do espelho se examinar,
trazendo para fora os sonhos de criança
que adulto não sabe embalar.


DIDI

03-04-19

sexta-feira, 29 de março de 2019

OS PEQUENOS DEVEM SER EDUCADOS POR SEUS PAIS


MASHA CRIANÇA SENDO CRIANÇA



Aqui estou feliz e contente, para contar a vocês um fato que fez papai e mamãe se afastarem de alguém da família.

Dete e eu tínhamos quatro anos de diferença, Dete era a mais velha e por isso coisas que aconteceram quando eu era bebê até meus três anos eu não me lembraria se não fosse assunto depois quando eu já era mais velha.

Bem, eu não era melhor que a Dete, mas tínhamos gênios diferentes, eu era quieta, tudo pedia se podia, não fazia nada de minha cabeça desde tenra idade. Se ia mexer em algo novo sempre ia olhar para a mamãe, papai ou para Dete que era meu ponto de referência.
Mas Dete não, era mexelhona e não se continha, por mais que mamãe ralhasse com ela. Era muito curiosa e não conseguia ficar sem perguntar, mexer, olhar com as mãos como mamãe falava.
Com o tempo, o crescimento fez ela se segurar um bocadinho, mas nem tanto, só que agora disfarçava, esperava a hora que estivesse sozinha, pedir não pedia, segundo ela sempre lhe davam um não.

Então um dia mamãe convidou papai para visitar a tia Alice e o tio Silvio. Dete ouviu e logo perguntou:

_ Aquela tia que briga com a gente?

_ Dete para evitar constrangimentos e para nós seus pais não ficarmos ofendidos, é melhor você ficar enquanto estiver lá com as mãos para trás. Daquela vez ficamos quase um ano sem os ver, até que eles vieram aqui, notamos que tia Alice nem desconfiava que ficáramos ofendidos e que tio Silvio nem sabia de nada.

_ Aí vocês deixaram de ficar ofendidos? - Dete perguntou.

_Sim, ela não sabia que estava errada. E depois passei ir lá sem você. Agora já faz dois anos, você já tem oito anos é uma mocinha e já entende muito bem.

_ Sim, ela entende, só não sei se Alice entende, porque criança é criança e sempre alguma coisa escapa, algum miolo de pão ou bolacha no chão, uma mãozinha suja na parede, ou um refresco derrubado. E essas coisas tanto Dete como Didi podem fazer, não é porque querem é que criança é desajeitada mesmo. - Interveio papai.

Então eu que só ouvia, era pequena tinha quatro anos:

 _ Não estou entendendo, a tia foi ruim?
Papai deu um sorriso e disse venha cá, colocou-me em seu colo e me disse:

_ Minha pequena, eu conto para você. Um dia de domingo, quando Dete estava com seis anos, fomos visitar tia Natália que é vizinha de tia Alice. Quando saímos da casa de tia Natália, fomos para a tia Alice senão ela ficava magoada. Então entramos, sentamo-nos e nos pusemos a conversar. Claro que Dete não ia ficar sentada e se levantou. Ficou a olhar tudo, tia Alice tem um buffet grande repleto de bibelôs de porcelana. Óbvio que Dete ia mexer, ela aproximava a mãozinha e eu ou sua mãe já dizíamos “Não” , ela desistia. Mas, em determinado momento, ela pegou um elefantinho de porcelana dourado com um detalhe vermelho no dorso, não vimos, em sua inocência correu para nos mostrar, tropeçou o elefantinho caiu ao chão, mas não quebrou graças ao tapete. Levantei depressa peguei o elefantinho devolvi ao lugar. Dei bronca em Dete e a coloquei em meu colo. Tia Alice já havia levantado e tirou Dete do meu colo, deu-lhe a mão e a levou para a cozinha. Rapidamente voltou e as lágrimas corriam pelo rostinho de Dete. Ela havia ajuntado as mãozinhas de Dete, prendendo-as com várias voltas de barbante e também por cima passara várias voltas de durex. Com a maior calma, sem constrangimento voltou à sala. Eu e mamãe não sabíamos o que fazer. Ficamos sem ação. E como Dete não parava de deixar as lágrimas caírem, levantamos e com uma desculpa viemos embora.

_ Ela é ruim, papai! - Eu exclamei.

_ Bem filhinha, na rua de imediato soltei as mãozinhas de Dete, que vi estarem bem vermelhas e em alguns lugares roxas. 

Então mamãe disse a Dete:
 _ Por que não falou que estava doendo? - e Dete respondeu:
 _ A tia Alice disse que se eu reclamasse de dor, se falasse qualquer coisa ia me por pimenta na boca e não adiantava falar com vocês que na casa dela é ela que manda.

_ Papai! Eu estava lá?

_ Você só tinha dois aninhos, estava no colo de mamãe.

_ Essa tia é ruim, eu não quero ir.

_ Pensando bem Guido, é melhor irmos de sábado de manhã 
que ela costuma sair, ir à feira. Vamos ver a Natália e o Joanim e mandamos chamarem teu irmão Silvio.

Desta forma, papai e mamãe resolveram que enquanto não fossemos mocinhas eles não iriam nos levar nesta tia, inventariam boas desculpas.

Bem triste isso, a família rompia um laço, porque ninguém tinha coragem de falar o que pensava para uma pessoa que no mínimo não tinha noção. Creio até que ela não era ruim, mas foi assim que aprendeu com seus pais e seu orgulho não admitia estar errada.

Se os animais defendem seus filhotinhos, o que dizer dos pais? Nunca mais pela vida afora a amizade com esta tia tornou a se estreitar, os irmãos se encontravam bem longe, onde podiam ser eles mesmos sem ter que mudarem de atitude para não criar atrito.

Por isto papai e mamãe a educação de seus pequenos é de vocês não admitam que ninguém lhes tome o lugar,ouvir um conselho é saudável, mas vocês é que têm que decidir e decidam com amor, pois só o amor entra no coração e cabecinha de uma criança.

Didi
29-03-2019

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