domingo, 15 de junho de 2014

LEI DA AÇÃO E REAÇÃO



Nossa que demora para chegar o outro sábado, nós , as crianças, estávamos ansiosas,  afinal tudo ia se basear na historinha  que iríamos fazer.  Não estava fácil, vovó pediu que fosse pequena, afinal seriam duas historinhas, então resolvemos resumir bastante.

No sábado, todos estavam lá, lógico que as guloseimas também, desta vez a mãe de Matheus avisou que traria pastéis para fritar na hora, então vovó disse que ninguém precisava trazer mais nada, os refrigerantes ficariam por conta dela. 

Todos reunidos, vovó preparou-se para ler nossas historinhas.

_Bem, vamos lá, nós falamos sobre a Lei da ação e reação, que cada vida vivida nesta terra está sujeita a esta lei, podendo nossa vida ser mais fácil ou mais difícil dependendo do que plantamos nas nossas vidas anteriores.

_Sim, disse o pai de João e os meninos ficaram de fazer as historinhas.

_Exato- respondeu a mãe de Isa.

_Vou primeiro, ler o que escreveram sobre a criança gulosa - assim vovó começou:

“ Alberto era um menino bem magrinho, mas ninguém entendia como, por que ele sempre comia o seu lanche e o lanche dos amiguinhos, comia o seu bem rápido e já ia encostando nos outros, era um tal de uma mordida na merenda de um, na merenda de outro, e assim ia até que o recreio terminasse. Ninguém aguentava mais, a raiva era que o seu lanche ele comia rapidinho, antes que alguém pudesse pedir, então ia atrás dos lanches mais gostosos que via.  O pior era que as suas mordidas eram enormes, praticamente acabava com a merenda do outro.

Certo dia, foi comemorado na escola o aniversário de nossa professora, trouxeram bolo e brigadeiro e tortas, só nossa classe participava. Ninguém sabe como, Alberto surrupiou uma bandeja de brigadeiros e os colocou em um saco de papel e guardou na mochila, na festa comeu muitos pedaços de torta, entrou na fila do bolo várias vezes, quando chamaram sua atenção, ele passou a pegar o que as outras crianças deixavam no prato, quando serviram os brigadeiros ele não se fez de rogado, comeu, comeu e comeu. 

Depois, quando tudo já estava quase terminando ele foi ao banheiro e lá foi comendo os brigadeiros da mochila, voltou para a classe e encontrou só a professora terminando de arrumar a sala com a tia da limpeza, ela falou para ele ir pra casa, mas assim que saiu do portão da escola começou a se contorcer, ficou cor de cera, gritava  de dor, correram e o colocaram num carro e foram para o pronto socorro, quando a mãe dele chegou o diagnóstico tinha sido dado: CONGESTÃO.

Ele passou muito mal, lá no pronto socorro, ele começou a vomitar alimentos que não foram digeridos, então ele começou a chorar e contou a mãe que ainda pretendia comer o resto do brigadeiro que sobrara na mochila, mas que ela podia  jogar fora.
Desde dia em diante, ele melhorou, a mãe dele pediu para todos nós, que não déssemos mais nosso lanche para ele, que seria o único jeito de ajudá-lo a corrigir defeito tão feio.

_Muito bem, falou papai, não devemos nunca desejar o que não é nosso, podemos compartilhar com um colega, ele dá metade do dele e nós damos metade do nosso, agora se for um amiguinho que está sem lanche, aí sim devemos repartir, para que nosso coleguinha não fique com fome.

_Bem, disse a vovó agora vamos ver o que escreveram sobre o adulto ranzinza.

Numa rua distante do centro, morava uma senhora que toda vez que os meninos deixavam cair a bola no seu quintal, ela rasgava a bola e gritava: Sumam daqui!  Os seus vizinhos a cumprimentavam, mas ela mal respondia, quando fazíamos a quermesse de rua, ela de tudo reclamava, chegou até mesmo uma vez a chamar a polícia, alegando que era velha e não aguentava barulho.

 Com isso, ninguém fazia questão de sua amizade e quando não a viam não se preocupavam, afinal raramente ela saía, só de vez enquanto para fazer compra.

Certo dia, a nossa bola caiu em seu jardim, pertinho da porta de entrada da casa, como ela não apareceu, Henrique o mais corajoso, pulou o muro e foi buscar, antes que ela aparecesse, quando abaixou para pegar a bola escutou uns gemidos, curioso, bateu na porta, e então ouviu um abafado “socorro”. Correu avisar sua mãe que chamou a ambulância e a polícia para arrombar a porta, coitada, havia caído perto da porta, tropeçado no tapete, e feito uma fratura no tornozelo e no braço, já estava ali há um dia e meio. 

Quando voltou do hospital, teve ajuda de nossas mães, que pra tudo a ajudavam, aos poucos foi se recuperando, mas dias depois que chegou do hospital pediu que todos fossem à sua casa e disse:

“Com a perda de meu marido me fechei para a vida, tudo me incomodava, não conseguia ver mais beleza em nada, graças a Deus sofri este acidente e descobri que os meus vizinhos são gente caridosa e de bem e que o meu portão tem que estar sempre aberto para as crianças brincarem. Obrigada a todos, por não terem guardado raiva de mim e me ajudado”. 
Depois disso ela se modificou e passou até uma vez por semana a nos oferecer gostosos bolos, hummmmmmmm acho que se quebrar um pouquinho foi muito bom pra ela.

Vovó fez uma pausa e depois falou:

_ Dois exemplos claros da lei da ação e 
reação. Perceberam?

_Sim, vovó, o menino guloso, fez a ação de comer demais, mais que podia, sempre fazia isto, até que um dia esta ação fez que seu corpo tivesse uma reação e ele sofreu com a congestão, fazendo a mãe dele perceber que tinha que corrigi-lo. Falou João.

_E a senhora ranzinza, fez a ação de tratar mal todo mundo, por isto sofreu a reação de ficar isolada, e ninguém percebeu que por não a verem deveria estar com problemas, mas Jesus foi bom, fez as crianças deixarem cair a bola e ouvirem os seus gemidos, só assim ela percebeu que no mundo tinha pessoas boas, corrigiu-se e não ficou mais isolada. Explicou Matheus.

_Mas estas crianças estão muito sabidas, agora me expliquem qual foi a ação boa que originou uma reação boa? perguntou vovó.

_Ora vovó, esta é fácil –respondi- as crianças e os vizinhos fizeram uma ação de amor ao socorrê-la e também as mães das crianças que a ajudaram quando voltou do hospital, a reação foi que ela aqueceu o seu coração com este amor e se arrependeu de ser ranzinza, passando a ser mais compreensiva e amorosa.

_Mas, então, chegamos à conclusão, que toda ação boa ou má, mais cedo ou mais tarde, provocará uma reação, por isto que falei da outra vez, que a reencarnação nesta terra pode ser mais fácil ou mais difícil, dependendo das ações que fizemos em nossas outras vidas.

_Sim vovó, e agora a senhora no outro sábado conta uma historinha de Jesus?

_Claro, existem muitas, vou ver uma bem bonita para lhes contar. Agora vamos agradecer a Jesus por estarmos aqui, convido ao meu querido genro, Fernando, que hoje pode estar aqui conosco, para agradecer.

Papai ficou vermelho, não gosta de ser colocado em evidência, mas fez uma linda prece de agradecimento e depois todos de mãos dadas rezamos o Pai Nosso.

E pronto, mamãe foi com a mãe de Isa fritar os pastéis, e rapidinho estávamos comendo, que delícia. Mas gostoso mesmo, era nossos pais reunidos ali, conversando , rindo, brincando, sabe crianças repara nestas coisas, e gosta muito delas.



Didi

Luconi
15-06-2014








2 comentários:

  1. Luconi,que amor.Bem explicado nas duas histórias! Adorei! Não vais escrever um livro com essas histórias? beijos,tudo de bom, lindo domingo! chica

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  2. Uma maneira divertida e gostosa de explicar a lei da ação e reação ás crianças. Ficaram muito criativas e interessantes essas historinhas! bjs,

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