sábado, 3 de janeiro de 2015

O MONGE E A PEDRA DA VERDADE




Gente hoje a vovó nos deu uma lição e tanto. Havíamos ido ao mercadinho, e no caixa havia uma discussão sobre religiões, eram três senhoras que estavam na fila, cada uma falava de uma.

Nós bem quietinhos, só queríamos que parassem de falar e passassem logo suas compras, éramos crianças e não ligavam se estávamos esperando ou não.

Voltamos comentando o assunto do nosso jeito, achando tudo errado, afinal nenhuma delas estava certa.
Então vovó perguntou o que tanto cochichávamos e nós contamos. Adivinhem se ela não contou uma história?


-Meninos, há muito tempo atrás, tempo que nem dá para contar, em uma cidade lá no Tibet, havia um velho monge muito sábio, todos diziam que desde pequenino ele era devotado à natureza,  quando maiorzinho gostava de se isolar e ficar dias convivendo nas montanhas, quando descia as montanhas, dizia para sua mãe que estava procurando uma resposta.


A mãe lhe perguntava resposta para o quê? Por que não pergunta aos monges, eles estudaram muito e devem ter a resposta. 

Mas ele dizia que não, eles não tinham a resposta, apenas estudavam muito, meditavam muito sobre como fazer o melhor para a humanidade.

Um dia, já adulto e monge também, saiu da clausura dos monges nas montanhas e foi atrás de uma caverna, havia sonhado com a caverna e com um enorme machado que muito reluzia.


Os monges seus colegas acostumados a necessitarem de isolamento, nada falaram e ele apenas avisou seu mestre que iria por que lá estaria a resposta que tanto procurara.


Passou-se três dias e três noites no quarto dia ele voltou para os monges, mas pediu para que buscassem sua velha mãe, pois ela devia saber da resposta daquilo que nunca contara a ninguém o que era.


Quando a mãe chegou, levou todos para uma clareira, dizendo:

_Minha mãe, te prometi, que o dia que tivesse minha resposta eu contaria a senhora o que tanto procurava, fiz a mesma promessa ao meu mestre e aos meus colegas monges nada prometi, mas me amam muito como eu a eles, então vou contar a todos.


Sempre quis saber, qual religião ou qual filosofia sobre a fé, sobre as verdades Divinas estava com a verdade, era esta a resposta que procurava. 

Pois bem, lá na caverna, após ficar três dias e três noites em meditação, louvando ao Criador, apareceu-me na frente um anjo de muita luminosidade que o rosto mal podia visualizar, este anjo pegou um pequeno cristal, tamanho de um pedregulho.

Colocou-o em minha frente e me disse, assim era a pedra que representava toda a verdade Divina.

O Pai que sabe que cada homem tem o seu tempo certo para aprender e que deve aprender cada ensinamento devagar para que este possa ser absorvido por sua alma e lá criar raízes, sabiamente resolveu que o ensinamento da verdade Divina deveria ser administrado na medida de um conta gotas, bem lento.


Assim, pegou uma marreta como esta e fez o que vou fazer agora. E o anjo bateu com toda força com a marreta no pequeno cristal que se desmanchou em muitas partículas, depois ele se ajoelhou ao chão e assoprou bem forte as partículas de modo que se espalharam por todas as direções em muitas partes.


Então, meu querido irmão monge, a verdade Divina foi espalhada e esta um  pequeno pedacinho em cada uma das religiões, ou doutrinas ou filosofias religiosas existentes no mundo.


Só que sabiamente o Pai enviou seu filho Jesus para que ele ensinasse o meio de chegar ao conhecimento de tais verdades e este meio é o AMOR, sim o AMOR ao PAI e o AMOR A TODOS OS IRMÃOS. Fique claro a todos mesmos, desde o homem até a mais pequenina forma de vida existente na terra.

Aliás a única forma de AMAR realmente a Deus é amando a todos que ELE criou.


_Bem, crianças, está respondida a questão levantada no mercado. Cada um vive o tempo de um aprendizado, mas quem julga o que o outro acredita é porque não está vivenciando o seu aprendizado verdadeiramente.


_Nossa vovó, isto explica mesmo todas as religiões que existe, né?


_Sim, Didi, e agora vão brincar que eu preparo uns certos bolinhos de chuva.


_Com banana?

_Sim, João, faço uns com banana e ponho a canela que Matheus e Isa gostam tanto.



Bem, um dia vocês vêm aqui para comer os bolinhos de vovó, ela vai ter historinhas para contar, garanto.



Didi



Luconi

03-01-15

terça-feira, 30 de dezembro de 2014

GRATIDÃO








Vovó estava descansando, quando ouviu meus amiguinhos chegarem, na discussão que estávamos tendo, João reclamava que a tia que sempre o auxiliava com as contas de dividir, na última semana de aula, disse a ele que estava muito corrido para ela e não iria poder naquela semana auxiliá-lo. Ele dizia, por culpa dela, acabei tendo minha nota rebaixada, pois a lição de matemática daquela semana foi entregue com algumas contas erradas.  

_Coitada, disse Isa, ela fazia um favor a você e você se acomodou, senão teria aprendido quando sua tia corrigia e explicava pra você aprender.

Vovó apareceu e foi falando:

­_João, João, alguma vez você a agradeceu pelo tempo que perdia com você?

_Não vovó, ela me ensinava porque queria, eu não tive a ideia, ela que teve.

_Ah! João, é bem feio ser mal agradecido e mais feio ainda jogar a culpa de nossos erros, fraquezas, em cima dos outros.

Sentem-se crianças, vou contar um conto que nos mostra a gratidão em ação.

_Somos todos ouvidos, vovó. Fui falando e me acomodando e eles também, formamos uma roda, enquanto vovó sentava em uma cadeira bem no meio da roda.

-Pois bem, preste a atenção, porque tem tuas lições este conto.


Certa vez, um homem, por detrás do balcão, olhava a rua de forma distraída. Uma garotinha se aproximou da loja e se encantou com um colar que vira na vitrine. Entrou na loja e pediu para ver o colar azul turquesa.

“É para minha irmã, pode fazer um pacote bem bonito?”
O dono da loja olhou desconfiado para a garotinha e lhe perguntou:
“Quanto dinheiro você tem”?

Sem hesitar, ela tirou do bolso da saia um lenço todo amarradinho e foi desfazendo os nós. Colocou-o sobre o balcão e feliz disse:
“Isso dá?”
Eram apenas algumas moedas que exibia orgulhosa.
“Sabe quero dar este presente para minha irmã mais velha. Desde que mamãe morreu, ela cuida da gente e não tem tempo para ela. É aniversário dela e tenho certeza que ficará feliz com o colar que é da cor de seus olhos.”
 O homem foi para dentro da loja, colocou o colar em um estojo, embrulhou com um vistoso papel vermelho e fez um laço caprichado com uma fita verde.

“Tome!” – disse para a garota. “Leve com cuidado.”

Ela saiu feliz, saltitando pela rua abaixo.
Ainda não acabara o dia, quando uma linda jovem de cabelos loiros e maravilhosos olhos azuis adentrou a loja. Colocou sobre o balcão o já conhecido embrulho desfeito e indagou:
 “Este colar foi comprado aqui”?
“Sim, senhora.”
“E quanto custou?”
“Ah, o preço de qualquer produto da minha loja é sempre um assunto confidencial entre o vendedor e o cliente.”
A moça continuou:
“Mas minha irmã tinha somente algumas moedas! O colar é verdadeiro, não é? Ela não teria dinheiro para pagá-lo.”

O homem tomou o estojo, refez o embrulho com extremo carinho, colocou a fita e o devolveu à jovem.
“Ela pagou o preço mais alto que qualquer pessoa pode pagar. Ela deu tudo que tinha.”- disse o vendedor.

O silêncio encheu a pequena loja e duas lágrimas rolaram pela face emocionada da jovem enquanto suas mãos tomavam o pequeno embrulho.

_Bem, meninos, esta história mostra a grande gratidão que a pequena menina tinha pela sua irmã mais velha, que cuidava da família depois da partida da mãezinha.
Mostra também, que para aquele que tem muito o caro se torna barato, por que em nada ele se sacrifica. Agora para quem tem muito pouco, até o muito barato é um preço muito alto, por isto a menininha pagou um preço altíssimo pelo colar, deu tudo o que tinha, mas não se importou, pois o seu amor havia gerado uma gratidão enorme para com a irmã.

_Sabe meninos, não existe nada mais triste do que a ingratidão.  A sua tia por lhe querer bem o ajudava, era sua a obrigação de estudar e aprender não dela, no entanto parece que você não mais se preocupava se errava ou acertava por que a sua tia iria corrigir o que estivesse errado, o esforço dela nada adiantou uma vez que você nem prestava atenção ou punha em pratica o que ela ensinava. Então quando ela não pode você ainda a culpou pelo que você errou na lição.  Está certo isto?

João envergonhado, disse que pediria desculpas a sua tia e já ia indo embora, mas vovó já com dó da raspança que lhe dera falou:

_Espere aí, afinal no lanche hoje temos aquela torta de banana que você adora, coma e depois vá falar com a sua tia, ela ficará feliz.

Nossa vovó é demais, tem uma historinha para cada situação, bem vamos comer a torta, estão servidos?

Obs.: o autor do conto é desconhecido.

Didi
25-12-2014

Luconi

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

COMEMORANDO O ANIVERSÁRIO DE JESUS



Amiguinhos estou aqui depois de um mês de ausência, é que  este mês os preparativos para o aniversário de Jesus são muitos, vovó e mamãe se desdobram para acabarem de preparar as roupinhas que fazem para as crianças. São crianças das comunidades mais pobres, vovó tem sempre como descobrir número de crianças, meninos e meninas,então ela que desde o início do ano vem ajuntando retalhos de tecidos, que são doados pelas costureiras do bairro, passa a confeccionar, vestidinhos, bermudas, camisetas, para as crianças, nem sempre os retalhos dão para tudo, mas vovó também ajunta dinheirinho todo mês, um pouquinho para completar o que falta. 

Então ela costura o ano todo, devagarinho, sem pressa, mas sempre falta alguma coisa, então no último mês ela não tem tempo pra nada e mamãe nas horas de folga ajuda. Papai faz coleta entre os colegas de trabalho e os amigos para conseguir tênis para todos. Quando vovó vai a comunidade sempre descobre algumas crianças novas e ela as inclui. 

Também amigos, vizinhos, o povo que frequenta o centro kardecista, todos se unem para pedirem a quem conhecem alimentos para formarem uma cesta, têm o cuidado de distribuirem uma lista para que as cestas tenham os mesmos produtos. 

Brinquedos? Bem, este ano fomos nós, euzinha, João, Isa e Matheus que erguemos as mangas e pedimos a todas crianças do bairro, andamos muito, primeiro pedindo e depois indo buscar, muitos brinquedos ganhamos, praticamente novos, brinquedos quebrados nós rejeitávamos, não adianta brinquedo que não funciona, melhor um simplesinho do que um chique e danificado. 

Claro que os pais de nossos amiguinhos participaram de tudo e os presentes às crianças ficaram prontos, uns quatro dias antes tudo estava completo. 

Então, na véspera, fomos todos bater porta a porta e para distribuí-los, dividimo-nos em grupos, éramos quatro grupos, cada grupo formado por uma família, a nossa, a do João, a do Matheus e a da Isa, claro que nosso amigo Vicenzo ajudou na preparação, mas não pode ir entregar por que tinha que preparar o natal da Ong em que trabalha. 

Todos os grupos, batiam à porta, entregavam a oferta e claro que faziam uma prece a oportunidade de serem úteis, lembravam a todos que era o aniversário de Jesus que ia ser comemorado e o melhor presente que existe para o Mestre é o amor que distribuímos. 

Nossa! Nunca havia ido com vovó na distribuição, os outros anos era só a nossa família e então a oferta era menor, mas este ano foi muito bom. 

No final, ao voltarmos pra casa todos estavam radiantes, em seus olhares havia uma luz especial e como a  mãe de Isa ,Dona Bela disse, estávamos com a alma saciada, repleta de amor. 

Nossa ceia? Bem, não deu muito tempo para cada família preparar a sua, então cada uma preparou um prato doce ou salgado e nos reunimos lá em casa e a meia noite, todos de mãos dadas, vovó falou:


Obrigada Jesus, por dar-nos a oportunidade de abraçar tantos irmãos no dia de hoje, o nosso presente é a nossa consciência tranquila e pedimos que no próximo ano tenhamos condições de nos unirmos mais vezes aos irmãos da comunidade, quem sabe um dia todos seremos a mesma família e faremos lá a festa de Seu aniversário. 

Depois colocou este lindo filme que deixo para vocês assistirem, e sentirem a magia que o AMOR MAIOR tem.

QUE O NATAL SE FAÇA TODOS OS DIAS DE NOSSAS VIDAS. 


 

VALE A PENA ASSISTIR ETERNAMENTE LINDO


Este texto foi inspirado em um ser humano lindo que tem a humanidade como seus irmãos, Dona Vilma, que há sete anos voltou à pátria espiritual, imagino quantas sementes de amor e fé espalhou e ainda espalha nos corações carentes do puro amor. 

DIDI


Luconi

terça-feira, 25 de novembro de 2014

ENCONTREI DEUS NO OLHAR E SORRISO DE UMA CRIANÇA



Havia um homem já de meia idade que morava sozinho em nossa rua, ele pouco parava em casa, parecia sempre ocupado, andava sempre apressado, pra cima ou pra baixo seu passo era firme e suas passadas largas.

Diziam que ele era rabugento, que não mantinha amizades, mas ele quando passava sempre um cumprimento aos vizinhos dava,  estava aposentado ninguém sabia aonde ia todos os dias.
Antigamente, quando mais jovem costumava dizer que Deus não existia, porque no mundo havia muitos inocentes pagando pelos erros de outros, sem contar aqueles que nem erros dos outros pagava, haviam nascido já em infelicidade, já com duras penas para carregar.

Um dia, ele passava bem quando vovó estava no quintal conosco, eu e meus amiguinhos, distribuindo bolinhos de chuva.

Ele como sempre cumprimentou:_ Boa tarde, Dona Gina, hoje a senhora está em excelente companhia, crianças lindas.

Ah! Adivinhem se vovó iria perder esta entrada que ele dera.

_Gosta de crianças, vizinho? Aliás tantos anos e eu nem sei o seu nome certo.

_Meu nome? Ora a senhora se esqueceu, mudei para cá há vinte anos e me apresentei a todos, meu nome é Vicenzo, foi bem na época que perdi minha família no acidente lembra?

_Sim do acidente me lembro, o Sr. me falou, sua esposa e dois filhinhos vitimados em acidente de carro. Neste dia quando fui confortá-lo o Sr. me disse que não acreditava em Deus, porque realmente não o tinha encontrado nos atos tresloucados das pessoas, como quando um bêbado dirigindo em alta velocidade bateu no carro de sua esposa.

_Verdade, Dona Gina, verdade. Neste dia, a senhora me disse que eu O encontraria quando menos esperasse, pois Ele estava presente em tudo e o que aconteceu a minha família não foi descuido de Deus, era antigo carma que eles tinham que resgatar, o que não inocentava o motorista irresponsável.

_E então o Sr. encontrou Deus?

_Dona Gina eu O percebi há pouco tempo.

_Vovó pede para o Sr. Vicenzo chegar aqui dentro do quintal e contar como ele percebeu Deus, acho que seria uma boa lição para mim e meus amiguinhos.

_Bem, Sr. Vicenzo, o Sr. não se importaria de fazer da sua experiência um exemplo para as crianças? Prometo que tem ainda uma tigela de bolinhos quentinhos para servir.

Assim, o Sr. Vicenzo sentou-se no meio de nós e começou seu pequeno grande relato.

_Meninos há três anos eu me aposentei, não queria, mas a firma me chamou e me intimou, tive que aceitar, então de repente não tinha mais o meu trabalho que me mantinha ocupado, como sabem, eu procurava trabalhar até nos finais de semana, afinal era uma forma de passar a vida. Nos dois primeiros meses caí em uma depressão muito grande, agora só a televisão me distraía, era uma vida vazia e inútil. Um dia, resolvi que iria até o meu antigo emprego, na hora do almoço para encontrar com meus colegas, conversar um pouquinho e ver a possibilidade de quem sabe voltar a trabalhar, em qualquer cargo, qualquer salário, só para ter um compromisso diário.

_Isto é que é gostar de trabalhar – comentou Isa.

_Não, minha filha, não é só isso, é a necessidade de se sentir útil e ter com o que passar o tempo. Mas o destino me reservava uma surpresa, no caminho parei em um farol, bem numa esquina que sempre havia pessoas vendendo coisas.

 Na minha janela, apareceu um rostinho de criança, uma menininha de seis anos. Conquistou-me com um sorriso, mas ao invés de me vender algum doce de seu tabuleiro, ela perdeu o olhar em uma menininha que passava na rua, mais precisamente na bolsinha azul que a mesma tinha a tira colo. Eu percebi e perguntei a ela se gostaria de ter uma e de que cor seria. Ela sorriu e disse : ­

_Bem tio, se fosse ganhar eu queria uma vermelha.

_Pois então eu vou procurar e comprar uma pra você, posso te dar uma?

_Ai tio, a bolsinha é linda, mas o que eu queria mesmo agora e trocaria por qualquer coisa, é um prato de comida quentinha, faz tempo que não como comida.

E então seus olhinhos brilharam e eu percebi a esperança ali refletida, e esta esperança vinha na forma de minha pessoa, alguém que não se achava mais útil, alguém que não tinha a quem amar.
Estacionei o carro, desci e fui em busca de sua mãe. Logo a encontrei, também estava com um tabuleiro de doce e um pequeno de dois anos mais ou menos no colo. 

Aproximei-me e ela assustada me disse:

_Moço não me tira as crianças, desempreguei faz três meses e estes doces vendemos para a nossa vizinha, pelo amor de Deus, já faço duas faxinas na semana, mas é para ajuntar pro aluguel, agora pra comer, a luz e a água preciso vender doces.

_Não vou te tirar as crianças, senhora, como faz as faxinas, e as crianças?

_Então, moço, Alice já está com seis anos e ela cuida de André, minha vizinha vai lá na hora do almoço e serve o que eu conseguir deixar. Não vai me tirar as crianças? Me denunciar?

_Não, quero sua permissão para buscar comida pronta para vocês.

Ela olhou para a filhinha e perguntou um prato de comida fresquinha?
Não imaginam com que alegria receberam os pratos de comida, até o pequeno se lambuzou todo. Quando acabaram de comer, pedi seu endereço e prometi voltar com ajuda.

Naquele instante, quando a pequena Alice enlaçou o meu pescoço para me dar um beijo eu senti que Deus estava ali, não para que eu salvasse aquela família, mas para que aquela família me salvasse.

Hoje faço parte de uma grande família, procurei uma ong e encontrei uma onde todos os voluntários são de diversas religiões, todos respeitam a doutrina religiosa de cada um, então neste lugar encontrei a tão falada Fraternidade, ali ela está no ar e isto me faz sentir a presença de Jesus.

_Mas e a Alice, tio?- perguntou Matheus, que conseguira finalmente esvaziar a boca.

_Consegui um emprego fixo para Elisa, sua mãe, mas só depois de um mês e meio, neste período ela continuou vendendo doces no farol e fazendo as duas faxinas, eu fiz uma pesquisa e encontrei a ong e a ong mantinha e mantem  uma creche, é pequena, mas arrumaram duas vagas, desta forma Alice e Pedro ficaram ali. Agora eu trabalho na ong, em qualquer setor, mas eu prefiro cuidar da creche, também faço serviço de rua, sabe saio por aí de vez enquanto e ofereço ajuda, nem todos aceitam, mas continuo tentando, sou insistente.

-Belo trabalho o Sr. encontrou a verdadeira razão de viver.

_Na verdade, eu aprendi que há melhor forma de Louvar a Deus e dar graças a Jesus é através de cada pequeno ato de amor espontâneo que praticamos durante o nosso dia a dia, e o melhor de tudo é que Deus tem me salvado todos os dias. Agora eu preciso ir, Dona Gina. Criançada se a vovó e seus pais quiserem levo a todos no final de semana para conhecerem a minha grande família.

Vovó entregou a ele uma grande travessa de bolinhos e todos nós o abraçamos e beijamos, afinal queríamos fazer parte de sua grande família.



Didi


Luconi
25-11-2014


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